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O MUNDO TEME A FALTA DE ALIMENTOS


O mundo discute a crise nos alimentos e põe a culpa nos biocombustíveis. Isso por que muitos agricultores estão preferindo produzir cana, milho, mamona e girassol, dentre outras culturas, para fins de produção de biocombustível. No Mato Grosso do Sul isso se reflete diretamente na produção de carne bovina, por exemplo, onde muitos pecuaristas estão utilizado antigas áreas de pastagens para produzir cana de açúcar, já que existe uma "febre" de Usinas de Álcool no Estado (não me interpretem mal, não estou dizendo que isso prejudicial à economia do Estado, so estou dizendo que gera impactos). Mas não é bem assim, a crise que se instala e preocupa o mundo é fruto de motivos mais complexos que este:
- A China por exemplo, praticamente o maior consumidor do mundo, pela primeira vez, tem um grande grupo de pessoas, ricas o bastante para comer como os ocidentais;
- O preço do petróleo pode ser um dos principais motivos, pois a agricultura moderna está altamente "tecnologizada", ou seja, utiliza-se mais combustível para produzir insumos e para sustentar o processo produtivo, cada vez menos manual;
- As condições metereológicas inesperadas, que tem cada vez mais, prejudicado, que fez por exemplo, com que a Austrália, que era segunda maior exportadora de trigo no mundo, sofra de uma seca "épica";
Claro, nem todos se prejudicam ou sofrerão tanto com a crise, como por exemplo, a maioria dos países latino americanos, que produzem 40% a mais do que consomem de alimentos. Mas nem o Brasil que é um potencial beneficiado com a crise, pois tem variedade de culturas e vasta área produtiva, deixa de sofrer consequências. Os cereais em geral (trigo, arroz, dentre outros) praticamente triplicaram ou quadruplicaram de preço nos últimos anos. Além disso, a arroba do boi está supervalorizada. Sem conta a cesta básica, que aumentou em média 12% no mês de abril. Aqui mesmo em Campo Grande, há 4 meses atrás, o quilo do feijão custava em média R$ 7,00 e ontem mesmo um supermercado vendia arroz em "promoção" por R$ 9,00 o pacote de 5 kg. Imagina a situação daquelas pessoas (e são muitas!) que sobrevivem com 1 ou 2 salários mínimos.
Enfim, o mundo vive um momento cauteloso na segurança alimentar e as consequências disso dependerá, naturalmente, das postura e das atitudes político-econômicas dos países. O Brasil tem que tomar cuidado, pois às vezes, me dá a impressão de um ar de "superioridade" que traz uma mensagem que diz "nós estamos por cima da carne seca", quando escuto o Presidente (Lula Molusco) falar do assunto. Tem que tomar cuidado pois essa postura "somos a última vaga do estacionamento" pode trazer resultados não muito bons.

Abraços,

SOUNDTRACK: d-_-b *Nothing else maters* {Mettalica}