Hoje acordei sob um frio de 9ºC, certamente com um sensação térmica bem menor. A impressão que dá que dormi em Mato Grosso do Sul e acordei no Rio Grande do Sul, terra que eu adoro por sinal.
Bem, depois de ensaiar inúmeras vezes sair da cama, liguei a TV e vi Renato Machado anunciando que foram aprovadas as pesquisa com células tronco no Brasil. Isso é de fato uma evolução para o nosso país e certamente trará resultados inovadores na área de saúde. A pesquisa é fundamental para o desenvolvimento tecnológico, político e social de um país, e é bom saber que o Brasil está, ainda que timidamente, investindo nisso. Eu mesmo fiz questão de doar o cordão umbilical da minha filha para pesquisas, quando ela nasceu.
Acreditar na ciência é importante para melhoria da qualidade de vida e apesar do fato em questão se polêmico, pois diverge opiniões em função de valores, crenças e atitudes das pessoas, o STF tomou essa decisão com todo cuidado, pesando todos esses fatores de diversidade de opiniões e pesando possíveis consequências. Fatos assim me fazem sentir orgulho de ser brasileiro e acreditar cada vez mais na Terra Brasilis, afinal "eu sou brasileiro, e não desisto nunca!". (rss)
Esse post eu escrevi ao som de Imagine, do John Lennon, letra linda, inspiradora. E para finalizar coloco aí um poema que eu adoro, da Elisa Lucinda:
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!
Me perdoem se fui muito extenso.
Abraços,
SOUNDTRACK: d--b Imagine {David Archuleta}
